Banda Gástrica

O tratamento com Banda Gástrica foi criado em 1984 e trazido ao Brasil em 1996. Representa menos de 2% dos procedimentos realizados no Brasil e consiste na colocação de uma prótese de silicone em forma de anel em volta da parte proximal (de cima) do estômago, de modo a causar um estreitamento no estômago e criar um reservatório de pequena capacidade, cerca de 30 ml. A ingestão de alimentos preenche rapidamente este reservatório do estômago e faz com que o paciente sinta-se satisfeito e pare de comer. O grau de estreitamento do estômago pode ser ajustável (regulado) no pós-operatório com a injeção de líquido no reservatório da banda localizado embaixo da pele do paciente. Assim, o estreitamento do estômago pode ser ampliado ou reduzido, conforme a quantidade de alimentos que o paciente seja capaz de ingerir.

Apesar de não promover mudanças na produção de hormônios como o Bypass, essa técnica é bastante segura e eficaz na redução de peso (20% a 30% do peso inicial), o que também ajuda no tratamento do diabetes.

VANTAGENS:
• Método reversível, pouco agressivo, permite ajustes individualizados no diâmetro da prótese
• Mínimas repercussões nutricionais
• Sua retirada possibilita realizar outros procedimentos bariátricos. Não há secção e sutura do estômago
• Baixa morbimortalidade operatória e retorno precoce às atividades habituais.

DESVANTAGENS:
• Perda de peso insuficiente em longo prazo
• Exige estrita cooperação do paciente em seguir as orientações dietoterápicas
• Riscos inerentes ao uso permanente de corpo estranho
• Tempo de vida útil da prótese limitado a 5-10 anos
• Inadequada para alguns pacientes (comedores de doce, portadores de esofagite de refluxo e hérnia hiatal volumosa)
• Possibilidade de ocorrência de complicações em longo prazo (migração intragástrica da banda, deslizamento da banda e complicações com o reservatório)
• Os resultados pobres e o alto índice de reoperação deixam a indicação desta técnica como exceção.

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